16.8.08

Dorival Caymmi [1914-2008]



Dorival Caymmi canta "Nunca Mais", em cena do filme "Estrela da Manhã" (1950), roteiro de Rui Santos e direção de Jonald Santos, com argumento de Jorge Amado. Trilha sonora do maestro Radamés Gnattali e Dorival Caymmi.


> Dorival, vida, obra etc.
> discografia completa
> verbete no Dicionário Cravo Albin de MPB

13.8.08



A Jornada Natureza-Cultura é uma iniciativa das duas Instituições Públicas de Ensino Superior da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro - FEBF/UERJ e IM/UFRRJ e será realizada na FEBF/UERJ na segunda, 1 de setembro de 2008

> blog da jornada

9.9.07

A Idade da Terra [1980]

Ana Maria Magalhães e Tarcisio Meira em A Idade da Terra [1980]

Veneza redime a última obra de Glauber Rocha

por Carlos Helí de Almeida para o Jornal do Brasil, 8 de setembro de 2007

VENEZA, Itália. A atriz Ana Maria Magalhães não guarda boas lembranças da última vez que esteve em Veneza. Ela integrou a pequena comitiva que veio acompanhar a exibição de A idade da Terra, o último filme dirigido por Glauber Rocha (1932-1981), na competição do festival, em 1980. O diretor baiano reagiu furiosamente ao massacre da crítica e à não premiação do longa-metragem, agredindo verbalmente a organização do evento, os jurados e os vencedores da disputa (Louis Malle e John Cassavetes), em episódio que anulou suas intenções de estabelecer bases na Europa [...] A homenagem italiana ganhou o reforço de Anabazys, dirigido por Joel Pizzini e Paloma Rocha, filha do diretor, selecionado para a mostra competitiva Horizontes Doc. É um documentário que investiga as motivações estéticas e políticas que inspiraram a realização de A idade da Terra. No filme de Glauber, Jece Valadão, Tarcísio Meira, Antônio Pitanga e Geraldo Del Rey interpretam, respectivamente, um Cristo Pescador, um Cristo Conquistador Português, um Cristo Negro e um Cristo Guerreiro de Ogum de Lampião, que simbolizam os quatro Cavaleiros do Apocalipse que ressuscitam o Cristo do Terceiro Mundo ... leia mais

> trecho do filme

> A Idade da Terra volta a Veneza

> Tempo Glauber

> Dossiê A Idade da Terra ... revista Contracampo nº 74 . agosto 2005


6.7.07

Arthur Omar

O que são faces gloriosas?
[texto de apresentação da exposição de fotografias Antropologia da Face Gloriosa, 1993]

São aquelas que vivem atitudes de passagem. Porque não duram mais que breves instantes, frações de sentimentos alterados entre a alegria e a tristeza, o amor e o ódio, o entusiasmo e a retração. Não são nem uma coisa , nem outra, mas tudo ao mesmo tempo. Evocação de períodos míticos e selvagens. Faces que vivem sentimentos gloriosos, e gloriosos tormentos. Por analogia com a noção de "corpos gloriosos", que, segundo a doutrina católica, são os corpos existentes no céu e prontos para a Ressurreição, os sentimentos gloriosos são todos aqueles situados levemente acima do normal. Embriaguez, fascinação, paixão, comoção, desvario, frenesi. Através deles, o homem atinge uma outra ordem de experiência. Sua casa é outra, já não está mais protegido pelo recesso do lar, ou pelo quadriculado do trabalho. A Antropologia da face gloriosa procura estudar "cíentificamente" esses sentimentos, à maneira de uma antropologia debruçada sobre o bárbaro, o difuso, o transversal da nossa realidade de brasileiros. Mas como são gloriosos, é necessária uma ciência ligeiramente diferente do normal para abordá-los. Daí a Fotografia. A Antropologia da face gloriosa é um projeto de exploração exaustiva do rosto humano, em seu transe carnavalesco. O gesto básico da nossa pesquisa é retirar cada face do seu contexto original, e deixá-la viver por si mesma, com sua carga de ambigüidade e mistério. Em cada uma, a sugestão de tribos estranhas, nações africanas desconhecidas, ou periferias obscuras de alguma cidade sem nome. justamente o objeto de uma certa abordagem antropológica. Mas aqui, antropologia se torna sinônimo de proliferação poética. E humor. E simulação. Nesta antropologia, quanto maior é o trabalho técnico de dilaceração dos contrastes, explosão da granulação recorte e superposição das camadas, reenquadramento sucessivo através de recopiagens e aberração de espaço circundante, tanto mais arcaica é a música que se faz ouvir através do enigma visual resultante. Mas como o fotógrafo iria identificar as faces gloriosas em meio a tantas faces normais se aquelas passam vertiginosamente, nunca se dando ao olho nu? Simplesmente entrando em fase com elas, ou seja, tornando-se ele próprio glorioso, uma face gloriosa, a reagir por sim-patia ultraveloz, vibrando no mesmo registro que o seu objeto. O ato fotográfico como gnose. Uma foto-gnose. E assim, a fotografia mergulha na multiplicidade sem nome dos sentimentos gloriosos. Na revelação de cada foto, uma larga margem de Brasil se revela e se cristaliza definitivamente. Dando-se à contemplação, sob forma de uma face enigmática. Cada face gloriosa é anteparo de todo um mundo. Mundo que se abre por detrás dela. O Brasil não é apenas o país que se sabe, mas a soma absurda de uma infinidade de mundos subjetivos e experiências rituais, muito além do que qualquer sociologia, ou qualquer história, ou qualquer psicologia conseguiria apreender. O Brasil é a soma das faces gloriosas que ele possa sustentar. Aritmética dos êxtases ... leia mais

> Arthur Omar

30.6.07

23.6.07

Martinho da Vila & Noel Rosa


Martinho da Vila: Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico)

Legião Urbana

Tom Jobim



> Tom Jobim
> clube do Tom
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Glauber: Deus e o diabo na terra do sol


Deus e o diabo na terra do sol, 1964. P&B. 125 min. Produção Luiz Augusto Mendes e Jarbas Barbos. Direção Glauber Rocha . com Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Maurício do Valle, Othon Bastos.

Glauber: "Eu parti do texto poético. A origem de Deus e o diabo é uma língua metafórica, a literatura de cordel. No Nordeste, os cegos, nos circos, nas feiras, nos teatros populares, começam uma história cantando: eu vou lhes contar uma história que é de verdade e de imaginação, ou então que é imaginação verdadeira. Toda minha formação foi feita nesse clima. A idéia do filme me veio espontaneamente"